(Nayara Amoêdo)
Não pense que sabe muito de mim
Só porque me vê sempre assim
Não ache que pra mim tudo é leve
Apenas porque pareço alegre
Você não me conhece, ninguém conhece
O que você sabe? O que você vê?
Os melhores ângulos, os melhores momentos...
Importa o que parece
Da realidade, ninguém quer saber
Ninguém se expõe
A gente compõe
A imagem que quer ter
A gente se mostra
Mas edita o que fica uma bosta
E todo mundo faz que não nota
E parece mais fácil viver
Viva a hipocrisia!
Ela faz todo mundo brilhar
Nos cobre com uma fantasia
E nos impede de enxergar
Viva a Hipocrisia!
Que nos coloca rótulos
E facilita o trabalho
De quem vem nos comprar.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Mulher-borboleta
(Nayara Amoêdo)
Oh! Borboleta errante
És a mim tão semelhante!
Indecisa, inconstante
Aqui e ali, o olhar a diante...
Oh! Mulher medrosa!
Não sabe se é verso ou se é prosa
Hora despreza, n'outro instante implora
Quer sempre sorrir, mas às vezes chora...
Mulher-borboleta em busca da flor
Em seu colorido esconde uma dor
Sorriso faceiro, espalha o amor
Mas o coração, moleque e arteiro
De tal sentimento não é companheiro
Se alegra primeiro, mas basta um rancor
Pra toda a alegria perder o sabor...
E de tanto voar a borboleta cansa
Descrê do seu mundo
Age qual criança
Que sonha, no fundo
Mas acha que não alcança
Não dá um segundo
Espanta a esperança
Que surge bonita
Como uma pintura
Agrada, elogia, faz boa figura
Parece perfeito, com tanta ternura
Será que é direito? Verdade pura?
Ah, mulher-borboleta!
Se tens medo de voar
Tens medo de viver
Voar é tua essência
Sem isso, deixas de ser
Voa, vai alegrar a natureza
Sente o cheiro das flores
Das cores vê a beleza
Não te preocupa com as dores
Não tenha medo de amores
Que tua maior riqueza
São tuas asas e tua leveza
Tu voas, nunca rasteja!
Oh! Borboleta errante
És a mim tão semelhante!
Indecisa, inconstante
Aqui e ali, o olhar a diante...
Oh! Mulher medrosa!
Não sabe se é verso ou se é prosa
Hora despreza, n'outro instante implora
Quer sempre sorrir, mas às vezes chora...
Mulher-borboleta em busca da flor
Em seu colorido esconde uma dor
Sorriso faceiro, espalha o amor
Mas o coração, moleque e arteiro
De tal sentimento não é companheiro
Se alegra primeiro, mas basta um rancor
Pra toda a alegria perder o sabor...
E de tanto voar a borboleta cansa
Descrê do seu mundo
Age qual criança
Que sonha, no fundo
Mas acha que não alcança
Não dá um segundo
Espanta a esperança
Que surge bonita
Como uma pintura
Agrada, elogia, faz boa figura
Parece perfeito, com tanta ternura
Será que é direito? Verdade pura?
Ah, mulher-borboleta!
Se tens medo de voar
Tens medo de viver
Voar é tua essência
Sem isso, deixas de ser
Voa, vai alegrar a natureza
Sente o cheiro das flores
Das cores vê a beleza
Não te preocupa com as dores
Não tenha medo de amores
Que tua maior riqueza
São tuas asas e tua leveza
Tu voas, nunca rasteja!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Raiva não mata, olha eu aqui!
Quando eu percebi
o caminho que tomei
estava no comecinho,
Mudei de ideia e voltei.
Mas naquele momento
eu ainda não sabia
o tamanho do tormento
que no futuro teria.
Não era sofrimento,
nem dor de coração,
mas sim, arrependimento
por ter apostado em vão.
Por não ter observado,
por não ter tido cuidado,
por não ter compreendido
que não basta ser engraçado
tem que ser "rico, bonito e educado",
como diz o Seu João,
rico de pensamentos,
bonito de coração,
pois é na beleza da alma
que eu tenho admiração
E não adianta de nada
por fora ter uma casca e, conteúdo não!
O engraçado ficou sem graça
pois no fundo, era uma farsa:
Nem pensamento, nem alma,
nada belo o coração
pois desrespeito e mentira
enfeiam qualquer visão.
Descobri que raiva não mata
já que estou aqui, assim
viva e feliz, porém com raiva
raiva não dele, mas sim de mim!
Este humilde poema
não é pra desabafar.
Se destina tão somente
a um encosto exorcizar
e tirar da minha mente
a raiva que nela está
pra viver daqui pra frente
como a vida me levar!
Quem entender, entendeu...E olhe...a raiva era tanta, que eu fiz em 10 minutinhos, mas quando eu terminei, tava calminha, calminha...
beijos a todos!
o caminho que tomei
estava no comecinho,
Mudei de ideia e voltei.
Mas naquele momento
eu ainda não sabia
o tamanho do tormento
que no futuro teria.
Não era sofrimento,
nem dor de coração,
mas sim, arrependimento
por ter apostado em vão.
Por não ter observado,
por não ter tido cuidado,
por não ter compreendido
que não basta ser engraçado
tem que ser "rico, bonito e educado",
como diz o Seu João,
rico de pensamentos,
bonito de coração,
pois é na beleza da alma
que eu tenho admiração
E não adianta de nada
por fora ter uma casca e, conteúdo não!
O engraçado ficou sem graça
pois no fundo, era uma farsa:
Nem pensamento, nem alma,
nada belo o coração
pois desrespeito e mentira
enfeiam qualquer visão.
Descobri que raiva não mata
já que estou aqui, assim
viva e feliz, porém com raiva
raiva não dele, mas sim de mim!
Este humilde poema
não é pra desabafar.
Se destina tão somente
a um encosto exorcizar
e tirar da minha mente
a raiva que nela está
pra viver daqui pra frente
como a vida me levar!
Quem entender, entendeu...E olhe...a raiva era tanta, que eu fiz em 10 minutinhos, mas quando eu terminei, tava calminha, calminha...
beijos a todos!
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