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segunda-feira, 13 de junho de 2011



Parecia que eu tinha desistido do Bananada né?
Não! Isso, de jeito nenhum... Eu estava apenas arrumando a casa. Literalmente.

Eu me mudei no início de março e, como a maioria das pessoas sabe ou imagina, mudança é o nome mais adequado mesmo, para a alteração de endereço de uma pessoa (fale algo menos óbvio sua boba, meses e meses sem uma postagem sequer e volta dizendo uma asneira dessa?!). Explicando: quando você se muda, a mudança não acontece apenas de uma casa para outra, a sua vida muda muito.
A minha vida mudou demais.
Os caminhos condicionados na minha mente tiveram que dar lugar a outros, aos quais eu não era habituada. Me peguei voltando para casa muitas vezes, chegando a uma rua que não era mais minha, até lembrar que eu não moro mais ali. Fui a lojas e, ao fornecer o endereço para entrega, começava dizendo o antigo, e sempre explicava: "É que eu me mudei há pouco tempo, ainda não acostumei, mas é assim mesmo.", menos para as pessoas que ouviam e mais para aquela mesma que falava.
Até o presente momento, todas as vezes em que sonho dormindo (sim, porque eu vivo sonhando acordada), se a minha casa for o cenário do sonho, é aquela antiga casa onde se passa a história.
A minha família morava naquela casa desde que a minha mãe tinha 3 anos de idade. Isso mesmo, quando a minha mãe tinha somente 3 aninhos, meu avô construiu aquela casa. Lá, minha mãe viveu a infância dela, com os irmãos e amigos, viu o bairro ser construído em volta, viu o riacho se transformar em rua, que depois foi asfalltada, viu a vacaria se instalar lá, e a viu sumir para dar lugar a casas bonitas, que deram lugar a prédios, academias de ginástica, padarias, postos, e tudo o mais que existe ali. Naquela casa ela deu festinhas, ali ela conheceu meu pai, lá mesmo ela começou a namorar e quando ela se casou, a festa foi lá.
No mesmo lugarzinho ela passou momentos ruins, perdeu a mãe e, corajosa, permaneceu morando lá, criou os filhos, que passaram por tudo o que ela passou. Naquela casa eu vivi a infância, corri, pulei, brinquei, aprendi a andar de bicicleta, recebi minhas coleguinhas. Lá eu fui adolescente, lá eu tenho todas as lembranças do meu pai.
Só que um ciclo se encerrou, a roda tinha que girar, e a casa ficou grande demais. Com lembranças demais. Preferimos guardá-las só aqui dentro e seguir o caminho. O passarinho queria sair do ninho, ele precisava disso para saber que podia. Eu e minha Mainha estamos em um outro local, com uma nova vida, as velhas amizades continuam e novas amizades também surgiram. A antiga casa agora é o Novo Lar de uma família que a quis muito, e que será muito feliz lá, se Deus quiser. Desejo a eles toda a felicidade que eu mesma tive, porque mais, é bem difícil.
E com tudo isso, e ainda o lado prático, a minha vida ficou de cabeça para baixo. Quando a gente conseguiu arrumar tudo, tivemos que comprar algumas coisas novas, nos desfazer de algumas antigas e arrumar, arrumar, arrumar. E quando terminou a arrumação, fomos retomar tudo o que parou nesse tempo. Fazer visitas prometidas havia tempos, fazer exames de saúde periódicos, enfim... Cuidar da vida que parou.
No meio de tudo isso eu voltei a estudar, então não sobrou tempo para mais nada e o Bananada ficou aqui quietinho.
Mas agora, que tudo está novamente em equilíbrio, eu voltei.
Posso dizer que valeu a pena. Estou muito satisfeita com a nova morada. Não sinto falta de nada da antiga casa, porque tudo de bom que ela me deu está aqui comigo. Todas as boas lembranças, todos os momentos maravilhosos... Mas é uma forma de lembrar sem tristeza, sem arrependimento, sem machucar.
Então, estou voltando agora, com meus textinhos descompromissados, para quem quiser, ou para ninguém.


Beijos a todos!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sempre

Engraçado como as coisas mudam depressa. Pare e pense como era sua vida, sua rotina, seus planos, nessa mesma época do ano passado. Apenas um ano e tanta coisa mudou! Algumas coisas mudam e ficam; outras mudam sua vida por algum tempo, dão uma sacudida e depois passam. É interessante como a configuração se altera rápido, né? Há doze meses meu time disputava a Copa Libertadores da América, hoje disputa a Copa do Brasil e se prepara para a série B do Campeonato Brasileiro. Na minha casa, moravam três pessoas, agora são quatro e, aqui pra nós, o quarto elemento não se encaixa muito bem. Mas tudo bem, ótima oportunidade para exercitar a tolerância. Na época, eu não tinha namorado; bom, hoje eu também não tenho, mas nesse ínterim eu tive um. E foi uma experiência e tanto. Não deu certo e, sem traumas, ganhei um amigo, pelo menos, eu acho. Eu treinava Muay Thai! Nossa, que saudade! Amava o Muay Thai, os treinos, o Mestre, os colegas, tudo! Ainda amo, mas depois de cinco anos treinando com rapazes bem mais pesados do que eu, meus ossos e articulações não aguentam mais. =( Eu estudava para concursos públicos e era bastante empenhada! Hahaha! Hoje tenho projetos diferentes, os quais ainda não posso contar.
Bom, nem dá pra falar de tudo o que mudou na minha vida nesse tempo, nem você gostaria de ler tanta particularidade (digo: chatice). O fato é que a mudança é permanente e, sendo assim, nós temos que prestar atenção àquilo que nunca muda, para termos a nossa identidade, sabe? Aquelas coisas que estão sempre ali, ao redor da gente, desde pequenos. O sentimento de família, por exemplo; olhando fotos de 10, 20 anos atrás, são as mesmas pessoas, os mesmos eventos, os mesmos sorrisos. Meu time continua sendo o mesmo, com todos os altos e baixos, pois a minha paixão de infância não muda por nada nesse mundo! Pode ter aumentado uma pessoa na população da minha casa, mas minha mãe e meu irmão continuam lá. E quando não morarmos mais todos juntos, eles ainda serão minha mãe e meu irmão. Eu não treino mais Muay Thai, mas Cezar Pantoja sempre será meu mestre, Muay Thai sempre será o meu esporte e Lorena sempre será minha parceira.
Por falar nela, foi por causa de um comentário que Lorena fez há alguns dias que eu comecei a pensar em tudo isso. Pra completar, fui almoçar no shopping e fazer compras com minha mãe, coisa que faço desde que me lembro de compras e de idas ao shopping. E lá, eu encontrei três pessoas que eu conheço desde criança e que, não importa quanto tempo passe, sempre me tratam do mesmo jeito e sempre me trazem boas lembranças. Foi muito agradável, ver gente que está lá desde sempre, como minha família, meu time, meus princípios.
Por isso, é bom curtir as mudanças, aproveitar tudo o que valer a pena, mas nunca esquecer de valorizar o que a gente sabe que não vai embora. Isso tudo faz a nossa identidade, faz-nos saber quem somos. É a nossa garantia.


Beijos a todos!