terça-feira, 27 de abril de 2010

Um post ESPECIAL

O que faz uma pessoa ser especial para outra? São as afinidades? Eu acho pouco, pois afinidade é fácil encontrar por aí e, não só por isso todo mundo vai ser especial. É o tempo que passam juntas? Todos já sabemos que não. Tempo é relativo e, às vezes, estamos juntos por longos períodos só por costume; em contrapartida, conhecemos pessoas que, em pouco tempo, tornaram-se especiais para nós. Então o que é? É o tanto de amizade que se tem? Amizade é sentimento? Ou é uma situação? Se for amizade uma situação, o sentimento que a sustenta, eu diria que é o mais puro e perfeito amor. Amor que não cobra, que não pede nada em troca, não se orgulha, nem sente ciúmes, esse é o amor da amizade. E será que é ele que torna uma pessoa especial para a outra? Creio que estou chegando lá, mas ainda falta algo... Eu não estou falando de ter amigos, bons amigos e amar todos eles e sentir algo especial por eles, cada um do seu jeitinho... Eu estou falando aqui, de ser ESPECIAL, todo em caixa alta.
Então vou tentar mais um pouco. Hoje as pessoas falam mais de sentimentos, se expressam mais, principalmente os jovens. “Eu te amo” e “Você é especial pra mim” é quase regra em grupos de amigos. Eu não critico, na verdade, acho ótima essa espontaneidade, essa intensidade com que se vive. Só vejo um pouco de distorção de significados.
Especial, adjetivo: exclusivo de uma coisa ou pessoa, particular. Excelente, distinto.
Algo tão exclusivo e excelente assim não pode ser de qualquer um, né?
Agora esse bando de perguntas gerais passa a ser bem pessoal. Quem é especial para mim? Por quê? Quem são as pessoas que se destacam na minha vida?
Há algumas pessoas que se destacam demais, são poucas, mas essas, eu posso dizer que são ESPECIAIS.
E os motivos para isso são muito íntimos, mas como hoje é aniversário de uma delas, eu vou expor essas intimidades.
Ah! Só pra não esquecer, o nome dela é Lorena Barros.
Ela é minha prima e minha amiga. Eu sou mais velha do que ela, mas às vezes sinto que é o contrário. Eu lembro exatamente o dia em que ela nasceu (que vergonha!). Eu lembro a 1ª vez que a peguei no colo (quero um buraco pra me esconder!). Mas lembro também, que quando eu tive a 1ª história de amor mal sucedida, ela estava lá. Eu acho que ela não entendia totalmente o que acontecia, mas ficava tão quietinha, me respeitando, enquanto eu chorava e me descabelava loucamente, que me acalmava. Depois ela passou a ter maturidade até para me aconselhar!
Quando meu pai morreu, ela não soube o que me dizer, mas soube exatamente qual era o olhar de que eu precisava. E o olharzinho daquela menina me disse tudo, me disse coisas que nem ela sabia.
Quando eu me formei ela dançou valsa comigo. Quando eu me machucava no treino ela me segurava e ria de mim ao mesmo tempo. Só ela entende o que é “céu de Sprite”. Só ela sabe porque na esquina da rua de Israel, a gente se olhava e dizia: “Bora?” e o vigia da rua não entendia porque aquilo acontecia todo dia.
Uma vez ela me disse: “Eu sei quem são as pessoas legais pra você”.
E quando eu, recentemente, contei para ela (só para ela) sobre um projeto novo que eu tenho, ela falou: “QUE DIGNO!”.
Digna é ela! E vai ser sempre. Vai ser uma excelente jornalista, ou uma excelente “o que ela quiser ser”. E ela já me dá muito orgulho por ser uma excelente prima, filha, neta, sobrinha e amiga. E por ser exatamente do jeito que é: linda, inteligente, discreta, compreensiva, madura...cativante!

Parabéns, Lorena Barros!
27 de abril de 2010.

domingo, 18 de abril de 2010

E põe atraso nisso!

O São Paulo Futebol Clube recebeu da CBF a Taça das Bolinhas, em reconhecimento ao fato de ser o primeiro time de futebol a atingir a marca de cinco títulos brasileiros, tornando-se pentacampeão. E o São Paulo foi penta em 2007. Opa! Que história é essa? É, queridos amigos, o Clube de Regatas Flamengo foi pentacampeão em 2009, e não hexa, como comemorou. Não hexa, como a Rede Globo de Televisão noticiou.
Penta. Em 2009.
Eu já sabia, aliás, todo mundo já sabia, inclusive o Flamengo, os flamenguistas e a Rede Globo. Apenas não convinha a eles falar a verdade. Particularmente, eu acho um drama danado brigar com tanta insistência por um título brasileiro, unzinho, quando se tem cinco; parece coisa de mulherzinha que nunca está satisfeita. Calma, antes que me chamem de machista, isso não é uma alusão a Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, pois tenho todo o devido respeito a ela e seu trabalho. Também não sou machista, e acho isso tão do passado que nem cabe ficar mais discutindo sobre. Foi apenas uma expressão. Mas é isso mesmo, Flamengo. Para de ser reclamão!
Como é que o Flamengo poderia ser campeão se o jogo foi entre Sport e Guarani? Ah, chega disso!
O fato é que o Sport Club do Recife é o campeão brasileiro de 1987 e não o Flamengo. O Flamenguinho não concorda? Problema dele! Eu conheço gente que não concorda com a teoria da evolução e diz que o homem foi criado à maneira bíblica, com Adão, Eva e tudo o mais. Mas o fato das pessoas pensarem e falarem não faz com que seja verdade. Existem tantos argumentos, que o Clube dos 13 isso e que a CBF aquilo, mas todos eles são pura falação. Se fossem dotados de veracidade, após tantos anos já teriam mudado a situação. O negócio é o seguinte: se não concorda com as regras, lute com quem as impôs. Se não adiantar, você tem que abaixar a cabeça e obedecer. Infelizmente, no nosso país, as elites mandam e o Flamengo faz parte de uma elite muito pretensiosa. Então eles pensaram, qual vilão de folhetim das seis: “Já que eu odeio as regras dessa competição e não dá pra mudar, o melhor que eu tenho a fazer é não jogar mais e... espalhar pra todo mundo que eu fui campeão! UAHAHAHAHA”
Com uma população desinformada , a mídia a favor e a quantidade de torcedores que o Flamengo tem em todo o país, não foi difícil. Mas nada disso o faz campeão.
E eu pergunto: Por que tudo isso? Porque é muita afronta um nordestino ser campeão? Porque meche demais com barreiras sociais e disputas regionais há tanto tempo consolidadas, e que todos pensavam definidas? Que falta eu sinto de Frei Caneca!
Bom, o assunto é muito extenso e cheio de afluentes. Daria um livro, mais um né? Dessa vez, um que não fosse escrito por um apaixonado pelo Flamengo. O post já ficou muito grande, mas quem quiser continuar o assunto e falar disso o dia inteiro, me arranje uma panela de caranguejo e uma grade de cerveja.
Só digo que lamento que coisas assim aconteçam e perdurem por tanto tempo. O reconhecimento da CBF já aconteceu há algum tempo, a entrega da Taça das bolinhas ao São Paulo, na quarta-feira, foi apenas um reforço. Eu não postei nada de imediato porque estava sem tempo, mas um atraso de quatro dias não vai significar tanto, afinal, essa discussão já rola por longos vinte e três anos!
As invenções do Flamengo, da mídia e da massa não fazem dele campeão, pois o que faz um campeão de verdade é bola e respeito.
“Campeão não se inventa, pra ser hexa, antes é preciso ser penta”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sempre

Engraçado como as coisas mudam depressa. Pare e pense como era sua vida, sua rotina, seus planos, nessa mesma época do ano passado. Apenas um ano e tanta coisa mudou! Algumas coisas mudam e ficam; outras mudam sua vida por algum tempo, dão uma sacudida e depois passam. É interessante como a configuração se altera rápido, né? Há doze meses meu time disputava a Copa Libertadores da América, hoje disputa a Copa do Brasil e se prepara para a série B do Campeonato Brasileiro. Na minha casa, moravam três pessoas, agora são quatro e, aqui pra nós, o quarto elemento não se encaixa muito bem. Mas tudo bem, ótima oportunidade para exercitar a tolerância. Na época, eu não tinha namorado; bom, hoje eu também não tenho, mas nesse ínterim eu tive um. E foi uma experiência e tanto. Não deu certo e, sem traumas, ganhei um amigo, pelo menos, eu acho. Eu treinava Muay Thai! Nossa, que saudade! Amava o Muay Thai, os treinos, o Mestre, os colegas, tudo! Ainda amo, mas depois de cinco anos treinando com rapazes bem mais pesados do que eu, meus ossos e articulações não aguentam mais. =( Eu estudava para concursos públicos e era bastante empenhada! Hahaha! Hoje tenho projetos diferentes, os quais ainda não posso contar.
Bom, nem dá pra falar de tudo o que mudou na minha vida nesse tempo, nem você gostaria de ler tanta particularidade (digo: chatice). O fato é que a mudança é permanente e, sendo assim, nós temos que prestar atenção àquilo que nunca muda, para termos a nossa identidade, sabe? Aquelas coisas que estão sempre ali, ao redor da gente, desde pequenos. O sentimento de família, por exemplo; olhando fotos de 10, 20 anos atrás, são as mesmas pessoas, os mesmos eventos, os mesmos sorrisos. Meu time continua sendo o mesmo, com todos os altos e baixos, pois a minha paixão de infância não muda por nada nesse mundo! Pode ter aumentado uma pessoa na população da minha casa, mas minha mãe e meu irmão continuam lá. E quando não morarmos mais todos juntos, eles ainda serão minha mãe e meu irmão. Eu não treino mais Muay Thai, mas Cezar Pantoja sempre será meu mestre, Muay Thai sempre será o meu esporte e Lorena sempre será minha parceira.
Por falar nela, foi por causa de um comentário que Lorena fez há alguns dias que eu comecei a pensar em tudo isso. Pra completar, fui almoçar no shopping e fazer compras com minha mãe, coisa que faço desde que me lembro de compras e de idas ao shopping. E lá, eu encontrei três pessoas que eu conheço desde criança e que, não importa quanto tempo passe, sempre me tratam do mesmo jeito e sempre me trazem boas lembranças. Foi muito agradável, ver gente que está lá desde sempre, como minha família, meu time, meus princípios.
Por isso, é bom curtir as mudanças, aproveitar tudo o que valer a pena, mas nunca esquecer de valorizar o que a gente sabe que não vai embora. Isso tudo faz a nossa identidade, faz-nos saber quem somos. É a nossa garantia.


Beijos a todos!

O início de tudo...

Adoro escrever. Passo tempos escrevendo sempre, muito, com a criatividade bem movimentada, mas às vezes dá uma parada, você fica muito focada em outras atividades, por serem mais urgentes, por absorverem sua atenção... Voltei a escrever e fiquei muito feliz... Quando eu escrevo é porque as coisas estão fluindo bem em minha cabeça, então acho que vale a pena postar isso para quem quiser ler.
Não esperem ler grandes coisas por aqui. São textos meus, pensamentos que me vêm à mente, coisas do meu dia-a-dia... Quem já leu o que eu escrevo sabe que não tem importância, que não tem um assunto específico e que não tem grandes objetivos, a princípio. O nome "Bananada de goiaba" é apenas uma brincadeira com o meu apelido(Nana, Banana), e com a música do Gilberto Gil, que era tema de abertura do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que eu assistia muito quando era criança e o Sítio ainda não tinha sido estragado pela Rede Globo.

Aqui vou eu, meu primeiro post nesse novo blog é dedicado a Lorena, minha prima. Ela é tanta coisa pra mim, que não tem como explicar porque eu dedico esse post a ela... Superficialmente é porque ela me ajudou com idéias e trabalho braçal para a criação do blog, mas a fundo...não dá pra dizer...ela sabe.

Beijos a todos.