(Nayara Amoêdo)
Oh! Borboleta errante
És a mim tão semelhante!
Indecisa, inconstante
Aqui e ali, o olhar a diante...
Oh! Mulher medrosa!
Não sabe se é verso ou se é prosa
Hora despreza, n'outro instante implora
Quer sempre sorrir, mas às vezes chora...
Mulher-borboleta em busca da flor
Em seu colorido esconde uma dor
Sorriso faceiro, espalha o amor
Mas o coração, moleque e arteiro
De tal sentimento não é companheiro
Se alegra primeiro, mas basta um rancor
Pra toda a alegria perder o sabor...
E de tanto voar a borboleta cansa
Descrê do seu mundo
Age qual criança
Que sonha, no fundo
Mas acha que não alcança
Não dá um segundo
Espanta a esperança
Que surge bonita
Como uma pintura
Agrada, elogia, faz boa figura
Parece perfeito, com tanta ternura
Será que é direito? Verdade pura?
Ah, mulher-borboleta!
Se tens medo de voar
Tens medo de viver
Voar é tua essência
Sem isso, deixas de ser
Voa, vai alegrar a natureza
Sente o cheiro das flores
Das cores vê a beleza
Não te preocupa com as dores
Não tenha medo de amores
Que tua maior riqueza
São tuas asas e tua leveza
Tu voas, nunca rasteja!

Um comentário:
...A lagarta rasteja até o dia em que cria asa!
Parece mágica. De repente o ser rastejante vira borboleta. Livre, linda, solta, encantadora, colorida.
Mulher borboleta
"...Voar é tua essência, sem isso deixa de ser"...
Beijos
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