sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Liberdade, abre as asas sobre nós..."

Liberdade! Todo mundo gosta de ser livre... Mas será que todo mundo sabe mesmo o que é liberdade? E praticar a ideia de liberdade, será possível na nossa sociedade? Nessa sociedade que aprisiona de tantas maneiras que nem se pode perceber...Aprisiona com rótulos, com padrões e até com uma falsa ideia de liberdade.
Às vezes parece que somos um imenso rebanho sendo tangido. Todos fazendo tudo igual, usando as roupas de acordo com a tendência, realizando tarefas conforme o esperado, seguindo o curso como todos acham certo, quase levados pela correnteza.
Se você anda "na moda", ótimo, nada pior do que ser ultrapassado. Mas cuidado, não ande "na moda" demais, pois podem ridicularizar e dizer que você quer aparecer. Cobram de cada um de nós o tal estilo próprio, mas não exagere. Seja original, mas não tanto.
Quem tem um gosto musical popular é brega; quem gosta de música romântica é corno; quem gosta de Reggae é maconheiro; quem curte Rock é revoltado; quem vai à rave é drogado e quem é eclético é tachado de sem gosto! Liberdade não é isso...
As mulheres acham que conquistaram a liberdade sexual, mas se reprimem o tempo inteiro, preocupadas com a imagem que vão passar se transarem ou não com o cara. O que é isso? Pode até ser um direito de transar, mas, liberdade é que não é! Essa prerrogativa de escolher não trouxe às mulheres apenas autonomia e prazer, trouxe-lhes um problema, porque elas ainda estão presas aos seus próprios preconceitos.
E com estética, temos liberdade? Algumas pessoas estão tão presas aos padrões, que não se permitem o direito de comer um pouco mais, mesmo de vez em quando, pra não ganharem uns gramas a mais, que não farão diferença nenhuma, nem na saúde, nem na beleza, mas o padrão não permite 1 cm a mais.
E quanto ao amor? Ah! Aí é que não temos liberdade mesmo! As pessoas acham que o amor é algo que tem que ser eterno e acontece só uma vez na vida, geralmente antes dos 30. E que o certo é encontrar alguém e amar para se sentir completo, casar, ter filho e ser feliz, desta forma e não de outra. Se você se sente feliz e inteiro sozinho, se você tem critérios diferentes dos da maioria, não te levam a sério. Quando a mulher diz que não tem vontade de casar, que prefere uma convivência mais solta e menos íntima, sem tantos sacrifícios de paciência e renúncia, olham para ela com cara de pena e falam: "Tadinha, nunca se apaixonou...". Concluem que se nós não pensamos e não agimos - nem reagimos - da mesma forma, é porque não era amor, ou seja, reduzem o amor a uma receita de bolo, que se nós não fizermos deste jeito, vai dar errado. Não temos liberdade nem para viver os sentimentos da nossa maneira! Sentimentos...que são tão próprios, tão subjetivos, tão internos.
E nós somos levados pelo hábito, porque não paramos para avaliar essas pequenas situações. Porque não nos perguntamos o que queremos, porque queremos, porque tem que ser de uma forma e não de outra. E nós não somos livres, porque apesar de toda a nossa liberdade, na política, nos direitos, na evolução das relações humanas, familiares e profissionais, nos falta a capacidade de libertar nossas mentes para sermos quem queremos ser, sem rótulos, sem máscaras, sem padrões.


beijos a todos!

Nenhum comentário: